Padronizar os procedimentos e avaliar eventuais falhas foram as finalidades da ação, que é considerada indispensável pelas autoridade.
Mais de 50 profissionais, incluindo socorristas e médicos da concessionária VIAPAR e da Defesa Civil, foram mobilizados em um treinamento com a simulação de acidente na manhã desta quarta-feira (23) na PR-317 entre Maringá e Floresta, próximo ao trevo de Ivatuba. O objetivo, avaliar a atuação das diversas equipes e aprimorar procedimentos. Durante a ação, que envolveu três veículos - um dos quais simulando o transporte e o derramamento de carga química (gás cloro) -, houve três "vítimas".
“Tudo foi feito como se um acidente desse porte tivesse realmente acontecido" , explicou o gerente de urgência e emergência do Samu de Maringá, Ênio Teixeira Molina. Segundo ele, o local foi isolado e procedido o resgate com a agilidade, a segurança e o entrosamento desejáveis”.
Além de ambulâncias, unidades de inspeção, veículo de uso médico e caminhão-pipa da VIAPAR, foram deslocadas unidades do Corpo de Bombeiros, do Samu e da Polícia Rodoviária Estadual. Também participaram da ação o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Sanepar e Polícia Ambiental. “Ações assim são indispensáveis, pois é a única forma de avaliar na prática a capacidade de mobilização das equipes de atendimento e das estruturas", destacou o major Jorge Inácio da Silva, do Corpo de Bombeiros. Segundo o gerente de Operações da concessionária, engenheiro Luciano Mendes, esses treinamentos padronizam os serviços e contribuem para entrosar as equipes. "Tudo é filmado e depois as partes envolvidas fazem uma análise em conjunto, apontando onde podemos melhorar", disse. A empresa organiza, pelo menos, uma simulação por ano, mantendo 80 profissionais em constante treinamento.
O simulado obedeceu a um protocolo internacional. Os socorristas utilizaram roupas específicas, além de recursos especiais para o socorro às vítimas. Em acidentes reais com gás cloro, a área de isolamento precisa ser de dois quilômetros, uma vez que o produto, altamente volátil, pode causar intoxicação grave (insuficiência respiratória) e queimaduras na pele.
Acidentes com produtos químicos são pouco comuns ao longo dos 546,5 quilômetros de rodovias concessionados pela VIAPAR nas regiões norte, noroeste e oeste do Paraná, mas profissionais e o aparato necessários são mantidos em permanente plantão para o caso de emergências do tipo. "É um serviço oferecido pela empresa que muitos usuários desconhecem. As obrigações de uma concessionária vão muito além de executar obras e manter as pistas bem conservadas e sinalizadas”, comentou o presidente da empresa, Marcelo Machado.